Depois do
filme de terror no pátio... não sei porque... veio a ideia de elogiar o
Facebook. Porque a partir de uma frase do Aldous Huxley entrei na pira de que
tudo é uma descrição de uma interação com substancias entorpecentes, no caso o
uso constante da Cannabis. Momento lúdico depois de um dia de trabalho e estudos.
Hoje baxei umas planta sêca. E tive certeza de que sou responsavel por um certo
tipo de manutenção da parada. Cortar mato. Instalação de TV’s. Atenção aos
hospedes. Controle de reservas. E resolução de imprevistos. Seria bom se
parasse de chover. Vem a tentação de escrever sobre a parada política. Sera que
se começar vai ter fim? Daria pra começar pelo sistema de gestão de crises
operado pelo sistema. Assimile e amplifique o que pode ser colocado a favor do
sistema e criminalize/exclua o resto. E aqui entra o lance do Aldous Huxley, a
frase sobre a ditadura e escravidão sem as pessoas reagirem. Mas aqui teve a
reação. É o simples fato de que eu demoro 2 anos para ganhar o que um cara do
judiciario ganha em um mês. E não é nem que eu quisesse ganhar muito mais, é
que não da pra sustentar essa fortuna dos caras. Esse é o meu manifesto. A
utopia é o mundo da vida simples. Tipo um Uruguai. Uma hora dessas ainda vou
pra Montevidéu. Eu e a mina. So pra ver como é a revolução naquela parte. La na
Italia foi o primeiro contato com uma operação Black Block. A polícia recuando
pela rua. 80% das pessoas com o rosto tapado. Varias equipes de pixadores. Outras
de defesa contra a intrusão da imprensa. De preferência nenhuma imagem além da
que fica pela rua. A polícia segue recuando até a zona de comércio mais
intenso. Na esquina para tudo. Um clima de tensão, mas de respeito por permitir
o vandalismo artístico até o limite da zona sacra da propriedade e bons
costumes. Aos poucos se faz a curva rumo à zona universitaria para uma noite de
festa. É foda que eu não consegui sentir o clima das ruas, exatamente porque
estou aqui escrevendo essa merda. Mas confio nos relatos dos jornalistas Igor
Natusch e Pati Benvenutti. (esta lançado o codinome). E mais outras tantas
interpretações. Pra se ter uma ideia, no primeiro dia mais pegado das
manifestações eu estava pregando via Facebook com “A Filosofia da Miséria”, do
Proudhon, aberto no colo. É o que eu posso fazer no momento.
Depois da
dispersão fudeu. Mas pelo menos mijei. Sera que eu consigo fazer prova de
português chapado? Sera que é hora do nescauzinho quente?




