Uma das coisas
que podemos colocar no rol das vantagens do uso da Cannabis é a capacidade de
ajuste da percepção, comumente chamada “ver a vida de fora”. Imaginem que no
Clube dos Hachichins, todos aqueles autores fizeram uso da planta.
Assim como a
turminha do Walter Benjamin. Bloch delirando na utopia. É quase como se tudo
virasse metadiscurso. E já rapidinho o cara nem sabe mais o que é. É como um
estudo da escrita? As frases vêm de assalto para serem escritas. Essas frases.
O clima é a total falta de sentido. É isso que influencia. O momento é de
rebelião total. Hoje me peguei passando a doutrina anarquista pra minha mãe.
Ela fica apavorada. O diário em folhas de papel é uma viagem. Qual será a
estilística? É fora do padrão da manifestação diária pelo Facebook. Que por
sinal é divertidíssimo. O quanto será que o pensar para escrever é diferente do
pensar por pensar? Putz, qual é o limite entre os dois, quando o cara se
predispõe a escrever? O escrever condiciona um processo mais lento. E já volta
pro raciocínio e, chega. Música e cigarrinho. Cazuza – Ideologia. E a cliente
que acha que me desdobrou no gauchismo. Sendo que todo mundo que choraminga pra
pessoa certa paga menos. Todo mundo tem arrego; menos o cara que trabalha.
Discão esse do Cazuza! “Freiras lésbicas, assassinas...”. Como é que eu tinha
pensado hoje de tarde... “na Europa camuflaram o movimento de luta por um
emprego estável. Aqui contra aumento de tarifas. Será que vai rolar mais uma
vez a oportunidade de aprofundarmos o
conhecimento da sociedade? (pela própria sociedade?) Cada um expor as
contradições que é capaz de perceber e todo mundo contribuir pra superação rumo
a um novo conjunto de contradições. Método proudhoniano. Vai dizer que não é
moderno? “Vida fácil, fácil, fácil...”. Pelo menos encontrei uma profissão que
me permite exercer minha profissão de jornalista e filósofo.



