quarta-feira, 26 de março de 2014

26/06/2013










Depois do filme de terror no pátio... não sei porque... veio a ideia de elogiar o Facebook. Porque a partir de uma frase do Aldous Huxley entrei na pira de que tudo é uma descrição de uma interação com substancias entorpecentes, no caso o uso constante da Cannabis. Momento lúdico depois de um dia de trabalho e estudos. Hoje baxei umas planta sêca. E tive certeza de que sou responsavel por um certo tipo de manutenção da parada. Cortar mato. Instalação de TV’s. Atenção aos hospedes. Controle de reservas. E resolução de imprevistos. Seria bom se parasse de chover. Vem a tentação de escrever sobre a parada política. Sera que se começar vai ter fim? Daria pra começar pelo sistema de gestão de crises operado pelo sistema. Assimile e amplifique o que pode ser colocado a favor do sistema e criminalize/exclua o resto. E aqui entra o lance do Aldous Huxley, a frase sobre a ditadura e escravidão sem as pessoas reagirem. Mas aqui teve a reação. É o simples fato de que eu demoro 2 anos para ganhar o que um cara do judiciario ganha em um mês. E não é nem que eu quisesse ganhar muito mais, é que não da pra sustentar essa fortuna dos caras. Esse é o meu manifesto. A utopia é o mundo da vida simples. Tipo um Uruguai. Uma hora dessas ainda vou pra Montevidéu. Eu e a mina. So pra ver como é a revolução naquela parte. La na Italia foi o primeiro contato com uma operação Black Block. A polícia recuando pela rua. 80% das pessoas com o rosto tapado. Varias equipes de pixadores. Outras de defesa contra a intrusão da imprensa. De preferência nenhuma imagem além da que fica pela rua. A polícia segue recuando até a zona de comércio mais intenso. Na esquina para tudo. Um clima de tensão, mas de respeito por permitir o vandalismo artístico até o limite da zona sacra da propriedade e bons costumes. Aos poucos se faz a curva rumo à zona universitaria para uma noite de festa. É foda que eu não consegui sentir o clima das ruas, exatamente porque estou aqui escrevendo essa merda. Mas confio nos relatos dos jornalistas Igor Natusch e Pati Benvenutti. (esta lançado o codinome). E mais outras tantas interpretações. Pra se ter uma ideia, no primeiro dia mais pegado das manifestações eu estava pregando via Facebook com “A Filosofia da Miséria”, do Proudhon, aberto no colo. É o que eu posso fazer no momento.
Depois da dispersão fudeu. Mas pelo menos mijei. Sera que eu consigo fazer prova de português chapado? Sera que é hora do nescauzinho quente?

segunda-feira, 10 de março de 2014

20/06/13






Eu não fui pra rua. Fiquei aqui cuidando de plantas e jardins, instalando televisores, recepcionando turistas, fingindo que todas as conversas são interessantes.. Não que me desagrade, longe disso. Realmente amo de paixão as plantas e, principalmente, as flores. Adoro jogar conversa fora e fazer de conta que entendo alguma coisa rosqueando um cabo de TV. E acho quase justo que me paguem R$ 870,00 por isso. O que tem me perturbado profundamente é outra coisa. É a total discrepancia entre ricos e pobres. São dois mundos totalmente separados. Enquanto um fala com a maior naturalidade que acabou de comprar um apartamento de R$ 360 mil, à vista, outro implora para sair alguns minutos antes do serviço porque vai fazer um outro trabalho que vai lhe render R$ 150 a mais no fim do mês. Se fosse realmente o povo nas manifestações, se rolasse uma rebelião de verdade, não sobrava pedra sobre pedra. Relato breve – comecei tarde. Chegou a hora.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

19/06/13






Uma das coisas que podemos colocar no rol das vantagens do uso da Cannabis é a capacidade de ajuste da percepção, comumente chamada “ver a vida de fora”. Imaginem que no Clube dos Hachichins, todos aqueles autores fizeram uso da planta. 



Assim como a turminha do Walter Benjamin. Bloch delirando na utopia. É quase como se tudo virasse metadiscurso. E já rapidinho o cara nem sabe mais o que é. É como um estudo da escrita? As frases vêm de assalto para serem escritas. Essas frases. O clima é a total falta de sentido. É isso que influencia. O momento é de rebelião total. Hoje me peguei passando a doutrina anarquista pra minha mãe. Ela fica apavorada. O diário em folhas de papel é uma viagem. Qual será a estilística? É fora do padrão da manifestação diária pelo Facebook. Que por sinal é divertidíssimo. O quanto será que o pensar para escrever é diferente do pensar por pensar? Putz, qual é o limite entre os dois, quando o cara se predispõe a escrever? O escrever condiciona um processo mais lento. E já volta pro raciocínio e, chega. Música e cigarrinho. Cazuza – Ideologia. E a cliente que acha que me desdobrou no gauchismo. Sendo que todo mundo que choraminga pra pessoa certa paga menos. Todo mundo tem arrego; menos o cara que trabalha. Discão esse do Cazuza! “Freiras lésbicas, assassinas...”. Como é que eu tinha pensado hoje de tarde... “na Europa camuflaram o movimento de luta por um emprego estável. Aqui contra aumento de tarifas. Será que vai rolar mais uma vez a oportunidade de aprofundarmos  o conhecimento da sociedade? (pela própria sociedade?) Cada um expor as contradições que é capaz de perceber e todo mundo contribuir pra superação rumo a um novo conjunto de contradições. Método proudhoniano. Vai dizer que não é moderno? “Vida fácil, fácil, fácil...”. Pelo menos encontrei uma profissão que me permite exercer minha profissão de jornalista e filósofo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

18/06/13









Durante o dia duas coisas me incomodaram: o futuro do Brasil e o fato de que esqueci o repelente na tomada do quarto 5. Este foi resolvido de forma misteriosa: não estava mais lá. E ninguém tocou no assunto. O outro ainda está em aberto. É o que diz o Seu Antônio: tinha que acabar de vez com essa merda toda. Será que eu penso sistematicamente por : ? Ou assistematicamente? O que tá errado é o Seu Antônio passar o dia cortando mato e a Marisane com a criança sozinha em casa porque não tem vaga na creche pra ganhar R$ 850,00 no fim do mês. É interessante o fato de acompanhar o desenvolvimento da situação pela internet. Cada um pode demonstrar a situação que vive. Será que é um momento onde afloram as contradições? Aproveitar e colocar todas as cartas na mesa. Todas as pessoas sabem manifestar suas contradições: e estão fazendo.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

13/06/13 a 15/06/13




Acompanhando a revolução pela internet. O melhor são os correspondentes de dentro do fato. Muita euforia. O Brasil precisava entrar na dança. A gurizada, me incluindo, ta certa: protestar contra o sistema capitalista. Diz que lá da sacada do 2 dá pra ver tudo, até a gerente gostosa do Itaú que a turma pintou. Diz que até rolou uma que outra pedrinha, mas os caras merecem a destruição. Às vezes a gente fica imaginando o que aconteceria se todos tirassem todo o dinheiro dos bancos. Porque pra nós que ganhamos o suficiente não muda nada ter o banco como atravessador ou não. Revolution Rock. Police on My Back. Acabou de ser eleito The Clash o som da revolução brasileira. Ou isso ou Raul. Será que eu escrevi tudo aquilo onte porque tinha um ar de revolução? Diz que nos anos 70 podiam pegar as ideias no ar. A viagem é “presenciar” tudo isso vendo contemporaneamente Kiss – Alimalized Live Uncensored (full concert)

Dia 14/06/13

Folga. Curtindo um pôr do sol na Beira Mar Norte. Sozinho num trapiche. Um casal mais adiante, na área proibida. E só. Nas costas a Babilônia. A gordinha decidiu tirar umas fotos. Essa noite vai ser longa.

Assinatura Mire

Assinatura Chris

São 08:52 da manhã. Acho que o álcool e a Cannabis venceram o pó.

15/06/13

Madrugadão de ressaca é foda.

Nada mais.