Eu fico feliz
quando vejo a alegria da simplicidade. Ou da opulência de coisas que não custam
dinheiro. E o pior é que a tudo o que consigo pensar de bom a respeito disso se
contrapõe (o já conhecido) discurso de culpa judaico-cristã na sua concepção
atual de produção e consumo. No sentido de que o cara só pensa na alegria da
simplicidade porque o cara é o porteiro da noite. Se não tivesse feliz assim, “tava
fudido, nêgo”. E nessas o cara vai, no joguinho de olhar cada vez (mais) de
fora a situação. Nesse ponto, como normalmente acontece, interrompe-se toda a
linha de raciocínio. É a dúvida de escrever ou não que a viagem é só escrever;
e a tremedeira; e a lembrança constante que tenho que colocar um som: “Whitesnake– Rock in Rio 1985 – Full Concert”. E o próximo é o AC/DC. Pura garra e
dedicação ao Rock’n’Roll. A introdução do AC/DC é de chorar... tu tá é loco! O
AC/DC É BOM PRA CARALHO! Com umas trakinas e um leitinho então... é todo um
processo de aferição do potencial criativo e da capacidade de preencher o turno
laborativo. Esses são os tipos de coisas que se entendem por alegria da
simplicidade. Partiu pro leitinho que isso aqui já virou perda de tempo.


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